NO CAMINHO DAS ARTES E PRODUÇÃO CULTURAL

Com Léo Felipe (Fundação Ecarta), Vera Chaves Barcellos (Fundação Vera Chaves Barcellos), Clóvis Dariano e André Severo.

Henri Cartier Bresson disse em 27 de novembro de 1985 – “O debate sobre o grau e o lugar que deveriam ser conferidos a fotografia entre as artes plásticas jamais me preocupou pois o problema da hierarquia sempre me pareceu de essência puramente acadêmica.”

Muita coisa mudou desde então, este fórum tem por objetivo não colocar a fotografia em algum lugar, mesmo que seja o seu devido lugar. É sim debater e conversarmos sobre as politicas culturais, as dificuldades de se produzir e de  gerir espaços e eventos culturais no Brasil. 

Sim porque a fotografia e as artes visuais no CFW nestes quinze anos sempre andaram em sintonia.

Dia: 04 de junho de 2017 às 14h
Local: teatro do Hotel Laje de Pedra

 


 

Léo Felipe – Fundação Ecarta

Leo Felipe (Porto Alegre, 1973) é escritor e curador, mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela UFRGS. Sua pesquisa investiga a relação entre artes visuais, política e cultura pop. É diretor da Galeria de Arte da Fundação Ecarta, espaço não-comercial voltado à experimentação em arte contemporânea. Desde a década de 1990 tem se envolvido em inúmeros projetos nas áreas de música, literatura, jornalismo, radiodifusão, cinema, artes visuais e festas. É autor dos livros Auto (2004), O Vampiro (2006) e A Fantástica Fábrica (2014), todos eles investigações sobre os limites entre realidade e ficção. Sua pesquisa já o levou a uma série de eventos internacionais, incluindo a 18ª Conferência da Sociedade Austríaca de Historiadores da Arte: The Newest Art History (Viena, 2015), o workshop Artists Publications: Revisions of Multiples and Conceptual Photography around 1970 (Nova York, 2016) e a II Conferência do Historical Fictions Research Network (Londres, 2017).

 


Vera Chaves Barcellos – Fundação Vera Chaves Barcellos

Vera Chaves Barcellos por Fabio Del Re

Vera Chaves Barcellos nasceu em Porto Alegre, RS, Brasil, 1938. Nos anos 1960 dedicou-se à gravura depois de estudos na Inglaterra e Holanda. Em 1975 aprofundou seu conhecimento em técnicas gráficas e fotografia, com bolsa do British Council, no Croydon College, em Londres. Em 1976 fez parte da representação do Brasil na Bienal de Veneza com o trabalho Testarte. Desde os anos 1970 tem atuado na animação cultural em Porto Alegre figurando entre os fundadores do Nervo Óptico (1976-1978), do Espaço N.O. (1979-1982) e também da galeria Obra Aberta (1999-2002). Em 2005, instituiu a Fundação dedicada à arte contemporânea que leva seu nome e a qual preside desde então.

Realizou inúmeras exposições individuais no Brasil e no exterior. Participou de quatro Bienais de SP e exposições coletivas na América Latina, Alemanha, Bélgica, Coréia, França, Holanda, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Austrália. Desde a década de oitenta realiza instalações multimídia, empregando, além da fotografia, muitos outros meios. Como artista convidada participou da exposição Cegueses no Museu de Arte de Girona, Espanha, do Panorama de Arte Brasileira em São Paulo (1997), do Salão Nacional do RJ e da exposição Pasaje de Ida, na Galeria Antonio de Barnola, Barcelona, de Território Expandido no Sesc Pompéia, SP (2000) e Sem Fronteiras, mostra de abertura do Santander Cultural, em Porto Alegre (2001). Entre suas exposições individuais nos últimos anos estão: Enigmas, FVCB, Porto Alegre (2005), O Grão da Imagem, no Santander Cultural, Porto Alegre(2007), e Imagens em Migração (2009), no MASP, SP, que lhe rendeu um prêmio da Associação de Críticos de São Paulo. Realizou a instalação Per gli Ucelli, no
Octógono da Pinacoteca do Estado, São Paulo (2010), e a mostra Per gli Ucelli: Derivas, na Bolsa de Arte em Porto Alegre (2011).

Participou da V Bienal de Artes Visuais do Mercosul (2005) e da mostra MAM na Oca, Arte Brasileira do Acervo do MAM SP (2006). Em 2007, foi agraciada com o Prêmio Joaquim Felizardo, em Artes Plásticas, Porto Alegre, RS. Ainda em 2007 fez parte da mostra Anos 70 – Arte como Questão, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Em 2008 participou da representação oficial brasileira na ARCO, Madri, Espanha. No mesmo ano expôs na Galeria Vermelho, SP, onde mostrou o trabalho Casasubu. Esta série fotográfica também foi exposta no Goethe Institut, em Porto Alegre, logo a seguir. Em 2008, O Grão da Imagem – uma Viagem pela Poética de Vera Chaves Barcellos recebeu o Prêmio de Melhor Exposição Individual, na segunda edição do Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, promovido pela SMC de Porto Alegre.

Teve editada a série fotográfica Per(so)nas, em 2012, por Ediciones Originales, Espanha. Em 2009 participou da mostra coletiva Multiples, junto com Peter Friedl e Carlos Pazos, com curadoria de Antonio Zuñiga, na galeria Palmadotze, Vilafranca Del Penedès, Barcelona, Espanha. Desde 1986 vive entre Barcelona e Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre. Há alguns anos possui também nacionalidade espanhola.

Em 2010, realizou a curadoria da exposição Silêncios e Sussurros, que inaugurou o espaço expositivo da FVCB: a Sala dos Pomares, em Viamão. Dividiu a curadoria com Ana Albani de Carvalho e Neiva Bohns na exposição Um ponto de Ironia, com Neiva Bohns na exposição Des|Estruturas e com Alexandre Dias Ramos na exposição Julio Plaza -Construções Poéticas, ambas realizadas na Sala dos Pomares. Em 2013 volta a dividir a curadoria com Neiva Bohns na exposição LIMITES DO IMAGINÁRIO.

Tem a exposição Enigmas reeditada e mostrada novamente em 2015, no Centro Municipal de Arte Helio Oiticia, Rio de Janeiro e Fata Morgana, ou a Imagem Transformada, integrando a série de mostras individuais da temporada de 2015, na Galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre, em sua sede da cidade de São Paulo.

Participa da mostra coletiva internacional A Mão Negativa, sob curadoria de Bernardo de Souza, Parque Lage, Rio de Janeiro, 2015.

Desde a década de oitenta realiza instalações multimídia, empregando além da fotografia, outros meios. Instituiu uma fundação que leva seu nome, dedicada à divulgação da arte contemporânea (2004), onde tem participado da organização de várias exposições e publicações. Vive e trabalha em Viamão, RS, Brasil, mantendo também seu estúdio em Barcelona, Espanha, desde 1986.

 


Clóvis Dariano

Fotografa e dirige seu estúdio desde 1970, alternando fotografia publicitária e autoral utilizando técnicas mistas. 
Edita em 1977 o “NERVO ÓPTICO – Publicação Aberta às Novas Poéticas Visuais” juntamente com os artistas Carlos Pasquetti, Carlos Asp, Mara Álvares, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos.
Conselheiro em fotografia para Casa de Cultura Mario Quintana, com Leopoldo Plentz (2000).
Atualmente leciona no curso de Fotografia Digital Avançada da ESPM (POA) e na Universidade de Caxias do Sul (RS).  
Membro da diretoria do Instituto de Fotografia e Artes Visuais de Canela.
Ministra oficinas e palestras sobre a fotografia e suas possibilidades artísticas em diversas Universidades, e no Canela Workshops.
Atua em diversas comissões de premiação e seleção,sendo as mais recentes a do Prêmio Marc Ferrez Fotografia (Funarte- 2013 e 2015)e X Prêmio Açorianos de Artes Plásticas -2016
Obteve diversas premiações em salões nacionais e internacionais.
É representado pela Galeria Bolsa de Arte .(POA /SP)

 


André Severo

André Severo é mestre em poéticas visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciou, em 2000, ao lado de Maria Helena Bernardes, as atividades de AREAL, projeto que se define como uma ação de arte contemporânea deslocada que aposta em situações transitórias capazes de desvincular a ocorrência do pensamento contemporâneo dos grandes centros urbanos e de suas instituições culturais. 
Foi curador associado da XXX Bienal de São Paulo e também responsável pela co-curadoria da exposição Dentro/fora que compôs a representação brasileira na 55ª Bienal de Veneza.
ntre suas premiações mais recentes destacam-se o V Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, em 2010; o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 6ª Edição, em 2013; o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2014, em 2014 e o XV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia 2015, em 2015.