O FOTOJORNALISMO APÓS A MORTE DO FOTOJORNALISMO

Com Ricardo Kadão Chaves, Orlando Brito, Rogério Reis e Edu Simões.

 

Como ser um repórter fotográfico para os mais velhos ou um fotodocumentarista na linguagem moderna, no mundo atual onde a fotografia virou linguagem, em um  mundo

que se fotografa quase  tanto quanto se escreve . Em um mundo onde a fotografia já não é mais crível como documento ?

Onde pesquisadores  já colocam em xeque a credibilidade da fotografia a validade ou não de se publicar ou não de se publicar uma determinada imagem.

Onde as  novas técnicas de tratamento e manipulação imagens, onde o  aparecimento das câmeras digitais, dos celulares que fotografam e da massiva circulação de imagens através das redes sociais, mudaram radicalmente a forma de se fazer e ver fotografia no século XXI.

Estas são questões que vem angustiando fotógrafos do mundo todo. Fotógrafos veteranos  viram os conceitos as formas que sempre usaram para trabalhar serem embaralhados subitamente.

A proposta deste forum  nasce justamente da tentativa de entender esse processo. Venha  compartilhar com grandes nomes da fotografia brasileira a busca de entender essa transformação da linguagem fotográfica. Entender melhor nossa história através da documentação fotográfica e as transformações desta linguagem no mundo de hoje.

Dia: 04 de junho de 2017 às 10h
Local: Casarão, no Grande Hotel Canela

 

Paticipantes

Foto: Anderson Astor

Ricardo Kadão Chaves
Porto Alegre, RS, 1951 – Autodidata, iniciou a carreira profissional como fotógrafo no jornal Zero Hora, Porto Alegre (1969). Realizou trabalhos para a agência Focontexto, de Assis Hoffmann, e em 1972 foi contratado para a sucursal gaúcha do Jornal do Brasil, onde permaneceu por dois anos. Entre 1974 e 1976 atuou como fotógrafo freelance para diversas publicações da Editora Abril. Trabalhou para a revista Veja em Porto Alegre (1976-1981) e Rio de Janeiro (1981-1984). Transferiu-se para São Paulo para atuar como editor de fotografia adjunto (1984-1986) e, depois, editor de fotografia (1986-1988) da revista Isto É. Trabalhou para a agência Estado, como coordenador de fotografia em Brasília (1988-1991) e editor de fotografia em São Paulo (1991-1992). Em 1992 retornou a Porto Alegre atendendo a um convite para ocupar o cargo de editor de fotografia do jornal Zero Hora. Recebeu menção honrosa no Nikon Photo Contest International, Japão (1977/1978) e prêmio pela melhor foto em branco e preto no 5º Prêmio Abril, São Paulo (1979).

 

 

Foto: Juan Esteves

Edu Simões
São Paulo, 1956 – iniciou sua carreira como fotojornalista em 1976. Foi fotógrafo da agência F4, editor adjunto de fotografia da revista IstoÉ e editor de fotografia das revistas Goodyear, República e Bravo. É autor do livro Amazônia, publicado em 2012. Participou como fotógrafo de toda a série Cadernos de Literatura Brasileira, do Instituto Moreira Salles.
Recebeu os Prêmios Vladimir Herzog de Direitos Humanos, Marc Ferrez, JP Morgan, Abril, Aberje e também a Bolsa Vitae.
Participou de diversas exposições no Brasil e exterior. Suas fotos estão nas coleções do Masp (SP), Mis (SP), Mam (SP), Pinacoteca (SP), Mab-Faap (SP), Instituto Figueiredo Ferraz (SP),  Conselho Mexicano de Fotografia, (México DF) e também no acervo da Maison Européenne de la Photographie, (Paris). Mantém o site www.edusimoes.com.br

 

Orlando Brito 
Fotógrafo. Autodidata, por volta de 1965, inicia na profissão como laboratorista do jornal Última Hora, em Brasília, tornando-se, dois anos depois, fotógrafo do periódico. Trabalha na sucursal brasiliense do jornal O Globo de 1969 a 1981, e, em seguida, transfere-se para a revista Veja, assumindo o cargo de editor de fotografia até 1985. Atua como editor do Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, de 1987 a 1989. Nos anos 1990, retorna a Brasília, onde é chefe do escritório local da revista Caras. Entre 1989 e 1993, trabalha novamente como repórter fotográfico da Veja. Tendo retratado presidentes e personalidades políticas desde a ditadura militar, sua obra é conhecida, sobretudo, como um registro crítico da recente história do Brasil. É o primeiro brasileiro a receber o World Press Photo Prize concedido pelo Museu Van Gogh, na Holanda, em 1979. Conquista 11 vezes o Prêmio Abril de Fotografia e, a partir de 1987, é considerado hors-concours da premiação. Em 1991, ganha bolsa da Fundação Vitae para a realização do projeto Senhoras e Senhores, em que fotografa pessoas famosas com mais de 80 anos. Publica os livros O Perfil do Poder, 1981, Senhoras e Senhores, 1992, Brasil: de Castello a Fernandos, 1996 e Poder, Glória e Solidão, 2002.

 

Foto: Tatiana Xerez

Rogério Reis
Descobriu a fotografia com o prof. George Racz nas oficinas do bloco escola do MAM-RJ e nos cursos do fotógrafo Dick Welton nos anos 70. Nos anos 80, atuou no grupo F4, que buscava auto-suficiência na produção e distribuição dos seus trabalhos, e participou das coletivas do INFOTO-Instituto Nacional de Fotografia da FUNARTE. Formado em Comunicação Social na Universidade Gama Filho, trabalhou como fotógrafo no Jornal do Brasil, O Globo, Veja, foi editor de fotografia do Jornal do Brasil de 1991 a 1996 e edita o www.tyba.com.br desde 2000.
Com forte influência da fotodocumentação, Rogério produz diálogos sobre questões urbanas da sua cidade, o Rio de Janeiro.
Seus principais trabalhos são: Surfistas de Trem (1988), Na Lona (1987-2001), Travesseiros Vermelhos (2006), Microondas (2004), Av. Brasil 500 (2009), Vôo de Papel (2009), Linha de Campo (2010) e Ninguém é de Ninguém (2011-2014).
Em 1999 recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia da FUNARTE com sua série Na Lona. Está presente nas coleções de Joaquim Paiva (1989); MASP/Pirelli-São Paulo (1995); Douglas Nielsen Collection-Minnesota (1996); MAM-Museu de Arte Moderna-São Paulo (1999); The Fogg Art Museum-Cambridge (1999); Danforth Museum of Art-Framingham (2000), MAM-Rio de Janeiro (2002),  Maison Européenne de la Photographie-Paris, em parceria com o FotoRio (2008, 2010, 2012 e 2014), MAR-Rio de Janeiro (2015) e Museu Nacional de Bellas Artes- Buenos Aires (2016), entre outras.
Em 2002 sua fotografia do poeta Carlos Drummond de Andrade na praia de Copacabana (1982) foi reproduzida em bronze como estátua (Leo Santana) e instalada no mesmo local onde a foto foi feita.
Neste mesmo ano (2002) inspirou e emprestou seu nome ao personagem do fotógrafo no filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, baseado no livro do escritor Paulo Lins.
Seus ensaios foram publicados no Lens (blog do The New York Times), LightBox (blog da Time), The Guardian, Lens Culture,Courrier International Magazine, Gup Magazine, revista Piauí, Connaissances des Arts, Newsweek, GEO Magazine, L’Insensé, La Nación, entre outros.